“Roma e Pavia não se fizeram num dia”
“Devagar se vai ao longe”
“Com paciência e perseverança, tudo se alcança”
“Quem tudo quer tudo perde”
“A pressa é a mãe do arrependido”
“Tostão a tostão, faz um milhão”
“Depressa e bem, não há quem”
Podia ficar aqui o dia todo, mas acho que já dá para perceberem
a ideia: não se matem logo ali ao principio porque não é assim que vão obter
mais resultados, correm o risco de se lesionarem e vão acabar por desistir.
Estamos a falar de saúde, mas de melhorar a saúde, não de dar
cabo dela.
Já aqui disse que foi quando fiquei desempregada que decidi
mudar o meu estilo de vida. Nessa altura procurei manter-me intelectualmente activa,
habituada que estava a uma certa dinâmica mental, e inscrevi-me numa formação
em Lisboa. Moro a cerca de 30 quilómteros da capital, num sítio ermo onde mais
depressa encontro um coelho que um autocarro, de maneira que fiz as contas ao tempo
e dinheiro que teria de gastar para ir e voltar, quer fosse de transportes quer
fosse de carro – com portagens, gasolina e estacionamento. A combinação que
saía mais vantajosa era ir de carro até à Av.José Malhoa, onde o estacionamento
é zona verde, e fazer a pé o percurso restante até ao local da formação, perto
do El Corte Inglés. A distância não era grande, cerca de 1,5 quilómetros, mas
nos primeiros dias custou-me imenso. Arrastava-me pela rua fora, completamente
desorientada – Lisboa é para mim um mistério tão insondável como bater natas em
chantilly - e chegava à aula transpirada e exausta, pronta para tomar um duche e
voltar para casa. Ainda ponderei o investimento de estacionar à porta do centro
de formação, mas era ridículo de tão caro. E assim, durante 3 meses, lá fui e
voltei, 3 quilómetros a pé todos os dias.
Como era Inverno dei por mim a caminhar ao frio e à chuva. Confesso que no início também isso me causou grande confusão e desconforto, mas a verdade é
que adaptado o vestuário e o calçado à minha nova realidade, ao fim de pouco tempo até já nessas condições me sabia bem o passeio. Para o fim até já me fazia falta.
É assim que se começa, devagar. E se for por obrigação,
melhor ainda.
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